quinta-feira, 10 de maio de 2007

Muito curioso (Especial Frei Galvão)

Será canonizado amanhã, sendo o primeiro santo nascido no Brasil, Frei Galvão. Com o título, um nome diferente. Fica Santo Antônio de Sant´Anna Galvão, seu nome de batismo, ou São Galvão para os mais econômicos.

Abaixo está o milagre de Frei Galvão, graça ao qual ele foi beatificado
Trata-se da cura de uma criança de quatro anos de idade, Daniela Cristina da Silva, residente na Vila Brasilândia, na cidade de São Paulo. Daniela, filha de Valdecir da Silva e Jacira Francisco da Silva, foi desde o nascimento, em 9 de março de 1986, uma criança miudinha e de saúde delicada.
Em maio de 1990, por causa de complicações bronco-pulmonares, foi internada e tratada com antibióticos e metoclorpramida. Com alta hospitalar retornou para casa, mas logo depois começou a apresentar sonolência e crises convulsivas, sendo encaminhada pelo seu pediatra para o Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, com suspeita de meningite ou hepatite, na noite de 24 de maio de 1990. Foi imediatamente levada para a UTI com quadro clínico instável e sinais de triste prognóstico.
O diagnóstico inicial foi: coma por encefalopatia hepática, conseqüência do vírus A, insuficiência hepática grave, insuficiência renal aguda e intoxicação por causa de metoclorpramida. Houve ainda hipertonia intensa nos membros inferiores e superiores.
Com diagnóstico de "insuficiência hepática fulminante", sofreu ainda parada cardiorrespiratória. Evoluiu com epistaxe, sangramento gengival, gematúria, ascite, progressivo aumento da circunferência abdominal, broncopneumonia, parotidite bilateral, faringite, além de dois episódios de infeção hospitalar (Staphylococus aureus e bacilo Gram negativo).
Daniela permaneceu do dia 25 de maio a 07 de junho de 1990 na UTI, passando depois para a Seção de Pediatria. Em 13 de junho de 1990 foi feita uma biópsia hepática cujo resultado foi "hepatite aguda colestática". Finalmente a menina recebeu alta hospitalar no dia 21 de junho de 1990, "considerada curada". Acompanhada ambulatorialmente, nunca apresentou nenhuma recaída. Em 1995, o pediatra, que acompanha a menina desde do nascimento, atestou: "A menor foi examinada por mim nesta data (04 de agosto de 1995), estando a mesma em perfeitas condições de saúde física e mental". Ele mesmo, diante do Tribunal Eclesiástico, afirmou a respeito da cura de Daniela: "Eu atribuo à intervenção divina, não só a cura da doença, mas a recuperação total dela".
A intervenção de Deus foi pedida pelos pais, parentes, amigos, vizinhos e religiosas do Mosteiro da Luz, que, unidos numa só prece, invocaram com muita fé a intercessão de Frei Antônio Galvão. Estavam todos tão certos e convictos da intercessão de Frei Galvão, que, quando Daniela recebeu alta do Hospital Emílio Ribas, ela foi levada diretamente ao túmulo de Frei Galvão no Mosteiro da Luz como agradecimento pela graça alcançada.

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