Terça-feira, 05 de junho.
Vamos as notícias:
TV anuncia primeira entrevista de Fidel em 10 meses
A TV estatal cubana transmitiu nesta segunda-feira (4) novas imagens do líder cubano Fidel Castro, como prévia de uma entrevista que será transmitida amanhã, a primeira que concede desde que transferiu o poder para seu irmão Raúl no dia 31 de julho de 2006 por causa de uma doença.
O anúncio foi feito no programa "mesa-redonda" da TV cubana, espaço que nesta terça transmitirá a entrevista com Fidel, na qual falará da visita a Cuba do líder vietnamita Nong Duc Manh "e de outros temas".
Na rápida prévia da entrevista, de menos de um minuto, o líder cubano aparece de roupa esportiva sentado e conversando com o apresentador Randy Alonso sobre Duc Manh, secretário-geral do Partido Comunista do Vietnã.
No mesmo artigo, Castro falou pela primeira vez de sua saúde e explicou que sofreu várias operações e que durante meses dependeu de "veias furadas e cateteres" para receber alimentação, enquanto hoje recebe "por via oral tudo o que é necessário para a recuperação".
PF indicia irmão de Lula por tráfico de influência, diz jornal
O irmão do presidente Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, que mora em São Bernardo do Campo (SP), na Grande São Paulo, pode ter sido indiciado pela Polícia Federal (PF) sob acusação de tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio na Justiça, segundo o jornal "Folha de S.Paulo."
Na segunda-feira (4), a PF cumpriu mandado de busca na casa de Genival. A ordem foi expedida pela 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul. A assessoria de imprensa da Polícia Federal, em Brasília, confirmou que a busca está relacionada à Operação Xeque-Mate, deflagrada pela PF nesta segunda. Mas não esclareceu por quais razões específicas o irmão do presidente é investigado.
Ainda de acordo com o jornal, a PF teria pedido a prisão de Vavá, mas a Justiça indeferiu o pedido por entender que ele não integra a máfia.
A operação tem o objetivo de desmontar quadrilhas especializadas em crimes como contrabando, corrupção e tráfico de drogas, além de envolvimento em jogos de azar.
Vigia de shopping é enterrado sob aplausos
O velório e o enterro de Wellington aconteceram na manhã de ontem (4), no Cemitério Campo Grande, na Zona Sul da capital. Ele foi enterrado por volta das 9h30, sob aplausos. A filha de quatro anos do casal, por quem o vigia chamou antes de morrer, também esteve presente. A menina não chorou. Parecia não entender muito bem o que estava acontecendo.
A sala do velório ficou pequena para tantos parentes e amigos que foram se despedir do segurança. Entre os familiares mais próximos, chamou a atenção a ausência da mãe de Wellington, Shirlei Benedita Policarpo. Ela havia passado mal e não conseguiu ir ao velório.
Pouco antes das 9h, um pastor amigo da família fez uma breve oração. Quatro coroas de flor enfeitavam a sala onde era velado o corpo do vigia. Na maior delas, estava escrito: "Saudade de seus familiares". Ao lado, uma outra, pouco menor, era uma homenagem do Cinemark, rede de cinemas para a qual o segurança trabalhava.
Marcelo Franco da Silva, acusado pelo crime, será indiciado por roubo seguido de morte, e Rita de Cássia, companheira dele, será indiciada por roubo, segundo informa a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Eles serão transferidos, ainda nesta segunda, para o sistema prisional - ele, para o Centro de Detenção de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo; ela, para a Cadeia Pública Feminina de Santana, na Zona Norte da capital.
Na madrugada do domingo (3), Marcelo Franco da Silva, de 26 anos, assistia ao filme "Piratas do Caribe - No Fim do Mundo", com a companheira, Rita de Cássia Ramos, de 27 anos. No meio da sessão, que começou por volta da meia-noite e meia, ele se levantou, saiu da sala e foi cometer o assalto. "Ele falou que conhecia bem o cinema porque trabalhou lá. Disse que estava no sufuco, precisando de dinheiro", relata o sargento Claudinei de Oliveira Vaz, de 35 anos, que esteve à frente do grupo de policiais chamados para prender o criminoso nesta madrugada. A empresa confirmou que Marcelo é ex-funcionário e que foi desligado em 2002. Em seguida, segundo a polícia, o assaltante dominou funcionários do cinema e questionou onde estava o dinheiro. Nesse momento, o segurança Wellington Policarpo Zacarias, de 24 anos chegou para verificar o que estava ocorrendo e houve troca de tiros.
Após socorrer o vigia, os policiais tiveram que decidir que estratégia usariam para prender o criminoso. Sem pistas, os policiais não tinham como identificá-lo, mas acreditavam que ele continuava dentro do shopping. Decidiram cercar todas as saídas. Quando viu Franco da Silva no estacionamento, o sargento Vaz desconfiou. "Ele estava nervoso, suando, dentro do carro. Fui até lá e o mandei descer. Quando ele pôs a mão na nuca, vi que estava suja de sangue. Falei: pode me confessar, que agora não tem mais como negar". No carro, ao lado do suspeito, estava Rita. Ela disse à polícia que não sabia de nada e nem desconfiou da mão suja do companheiro. Segundo contou à polícia, ela pediu a Franco da Silva, que insistia em ir embora, para terminar de assistir o filme. No veiculo do suspeito, a polícia encontrou duas agendas eletrônicas, dois aparelhos celulares, R$ 15.409 em um saco plástico e dois revólveres calibre 38 - um do vigilante que foi assassinado e o outro do criminoso. A arma usada no crime havia sido roubado em 1996, na cidade de Indaiatuba. Após a confissão, o suspeito ainda teria aceitado voltar com os policiais até o local do crime, onde explicou como tudo havia acontecido. Ele será indiciado por roubo seguido de morte e por receptação de arma roubada. Mesmo negando o crime, Rita de Cássia também foi indiciada por roubo.
Fonte:Globo.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário